A Ruina de Pandora – Prólogo – O Sacrifício profético do Mago

164416411   “Quando o ultimo selo se romper e o remanescente da linhagem dos grandes magos expelir seu derradeiro suspiro, as estrelas entrarão em colapso, começarão a cair do firmamento, rochas incandescestes surgirão arremessadas com força brutal do céu, de súbito o poder ancestral será liberado e o portal do submundo se abrirá. Os sete lordes do pecado antigo virão para estabelecer seu reino sobre todas as criaturas vivas, preparando o caminho para o grande mal que cavalga a besta marinha, os mortos se levantarão do estado de espera para batalhar contra seus irmãos, nesses dias sombrios a fé dos homens será coberta por um véu, muitos entrarão em desespero e tentarão se agarrar ao que lhes é mais precioso, mas até isso lhes será tirado.
   Depois de grande dor, choro e perdas irreparáveis, um monarca se erguera com promessas de  paz e segurança, ganhara o coração de muitas pessoas, ele trará paz e prosperidade, conseguira atrair muitos para seu lado, seu poder será surpreendente e invejado, mas não ira revelar seus motivos perversos ate que seus objetivos obscuros sejam realizados, então cairá sobre os desprecavidos a grande tormenta e a morte revelara seu rosto trazendo com seu toque nefasto a destruição das nações, muitos serão os gritos de terror, os sobreviventes clamarão por misericórdia, mas a misericórdia  lhes será negada e a ultima esperança repousará naqueles que ainda tiverem coragem de morrer pelo bem de sua terra.
   Haverá os que resistirão até chegar o que jaz sepultado no monte da destruição e a luz renascera, os enviados dos guardiões do tempo se revelarão e o destino de toda humanidade estará nas mãos dos derradeiros, caberá aos que restaram o poder de julgar. Seu veredicto definirá o destino do mundo, pois quando o mal supremo desaparece o que resta se não a mais pura bondade, que realmente é a verdadeira dadiva.”
   Foram essas as palavras que Erin o lorde supremo dos grandes magos ouviu, a esperada profecia, não esperava um destino tão cruel e nefasto, mas sabia de suas implicações. Suas explorações nos planos espirituais e sua ânsia por conhecimento proibido não tinham lhe rendido nada mais que frustrações e trazido sobre toda a terra mais cedo, um perigo que poderia ter sido evitado por mais algumas eras.
   Desde sua juventude fora fascinado pelas artes místicas e foi uma longa jornada ate a posição de mais prestigio entre os grandes magos, os guardiões das chaves das nove esferas, os protetores do plano material, a ultima defesa contra o mundo dos homens, um grande privilegio e ao mesmo tempo uma gigante responsabilidade que consumia quase todo o seu tempo. Seus raros momentos livres foram gastos em busca do desconhecido, do oculto, de respostas para as perguntas fundamentais, e foram essas buscas que culminaram na sua apreensão.
   Esse era o motivo de estar ali, não conseguira entender como o mais forte dos grandes magos fora subjugado com tamanha facilidade. Quisera que sua busca não fosse secreta, que seus companheiros estivessem cientes de seu estado atual, da profecia, o mundo em que cresceu logo estaria destruído e todos que conhecia e amava logo estariam mortos e ele… nada podia fazer, estava ali preso sobre aquela mesa de pedra polida, toda escrita em runas e encravadas de pedras de poder que sugavam todo sua magia não lhe dando a chance de se regenerar.
  Ao seu redor estavam maníacos, fanáticos de um culto secreto, proferiam obscenidades na linguagem proibida dos demoníacos, se utilizando de facas ritualísticas para cortar sua carne. Não havia maneira de escapar, seu cajado quebrado jazia ao seu lado, o impossibilitando de contactar seus companheiros. A unica coisa que o confortava era que logo chegaria o doce descanso da morte e enfim poderia se reunir com seus companheiros perdidos e se esquecer a ruína dos homens que ele havia trazido sobre os seus ombros.
   Apos um longo tempo de agonia do mago, o alto sacerdote que estava deliciado com seus grandes feitos proferiu as palavras da profecia que haviam sido transmitidas, muito em breve o reino dos homens tremeria perante seu poder e ele governaria o mundo juntamente com seus irmãos, faltava pouco… muito pouco… os selos iam se romper um a um, ele podia vislumbrar o futuro.
   A profecia estava se cumprindo, talvez demoraria mais algumas centenas de anos, mas isso não importava, uma vez tocados pelo poder, seus corpos permaneceriam perfeitos até o ultimo selo se romper e esse seria o começo do fim, e apos o fim um novo começo. Com esse pensamento girando em sua cabeça cravou sua faca no peito do lorde supremo, não sentiu remorso nem euforia, somente uma certeza lhe enchia o peito, em breve, muito breve seu nome novamente seria temido e adorado.
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